Blog do Pacheco


VOCÊ ENTENDE ECONOMIA??? NEM EU!!!

Confesso que é difícil entender esse negócio de economia.

Acho que é por isto que transformaram a Economia em ciência, e criaram escolas superiores para preparar profissionais nesta área.

Aliás, tudo que é ciência.... é difícil! Ou pelo menos parece difícil para o leigo no assunto. É o meu caso com a Economia.

Até setembro ou outubro do ano passado, há aproximadamente quatro meses atrás, ou seja, ontem mesmo, as únicas coisas de que ouvíamos falar a respeito de Economia na imprensa, qualquer que seja, eram que as fábricas estavam produzindo como nunca, que o consumo estava aumentando, que o crédito era farto e todos podiam comprar à vontade, que havia crescimento de emprego todos os meses, que a inflação estava contida e em baixa, que o mundo vivia um momento de grande crescimento econômico etc....etc..... A Mirian Leitão era nosso arauto da prosperidade!

De repente, meia dúzia de Bancos nos Estados Unidos e na Europa "descobriram" que por absoluta incompetência, ou ganância, seja lá o que for, tinham emprestado dinheiro para pessoas erradas e, estes Bancos, que passaram a não ter como pagar a conta devida aos clientes que tinham investido em seus papéis, para não irem para o espaço, botaram a boca no trombone, e foram ajudados por governos de todos os matizes ideológicos.

A partir daí, não sei por que, surgiu uma crise. E que crise! Segundo a Mirian Leitão, agora nosso arauto do infortúnio....! 

E todo mundo deixou de fazer tudo que vinha fazendo.....

As fábricas pararam de produzir; as pessoas pararam de comprar; os Bancos passaram a não mais emprestar, como se a culpa, da inadimplência que gerou a crise, fosse do tomador do empréstimo e não do Banco, que avaliou mal a capacidade de pagamento a quem emprestou e não pagou; os empregos começaram a desaparecer porque a indústria começou a demitir; a inflação começou a dar sinal de vida etc..etc... e tudo o mais que a imprensa vem publicando a respeito.

Não entendo! Como é possível o mundo parar simplesmente porque alguns Bancos foram à ruína? Acabou o dinheiro que existia em circulação no mundo? O dinheiro foi queimado? Deixou de existir?

Um dia qualquer no passado, não havia Ecomonia, pois não havia sequer dinheiro, e o mundo aí está com todo o desenvolvimento tecnológico e econômico que alcançou, com crise ou sem crise.

Claro que algum efeito há de ter, na economia, as barbeiragens que os Bancos americanos e europeus fizeram, mas me parece que existe também uma contaminação por osmose. O sujeito bota a crise embaixo do braço e o "sovaco" a absorve contaminando seu comportamento.

Deve ser isto.

Se todos se deixarem levar pelos apelos pessimistas que a crise induz, e pelas notícias publicadas na imprensa, seu crescimento será exponencial. 

Importante  que a crise seja delimitada às suas reais dimensões, e que as empresas e agentes da economia, que sequer foram por ela atingidos, deixem de adotar medidas como se já estivessem sofrendo suas consequências. Tal comportamento apenas estimula mais crise.

No meu ver, como economista que não sou, crise é como chifre. Não existe, é apenas algo que colocam na sua cabeça, portanto, o negócio é trabalhar, pois com trabalho não existe chifre, digo, crise.



Escrito por Marcão Pacheco às 15h26
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UM ESTÍMULO E.... UM PUXÃO DE ORELHA!!!

"Eita preguiça da braba sô!"

Um amigo meu, o Valdir Zuffo, mais conhecido como Alemão, leitor destas coisas que insisto em escrever, dia destes, fez um comentário na última postagem, dizendo que o Juca Kfouri, ao participar do evento "Campus Party 2009", fez uma palestra cujo título era "Saudades da Escravidão? Crie um Blog!" e portanto, não era para eu me chatear com a preguiça ou a falta de inspiração, pois o próprio Juca tinha dificuldade neste mister.

Como ele é meu amigo, acho que tentou me estimular, pois minha preguiça não mostrava jeito de ir embora.

Só consegui reagir, depois de ler uma crônica do Professor Gabriel Perissé ( http//www.perisse.com.br ) que a Nanete me enviou. 

Comentando com ela, em resposta, falei sobre a inveja que eu sentia, da qualidade com que o autor da crônica escrevia sobre fatos do cotidiano, que observava com maestria.

Respondendo meu comentário, a Nanete disse:

 " ..... basta treinar, e todo dia, nem que seja uma palavra, uma frase apenas.... escrever é exercício diário, permanente... tal como o pianista que tem que tocar todo o dia, até nas férias para os dedos não enrijecerem."

Com toda sutileza, a Nanete me deu um belo puxão de orelha, que somado ao estímulo recebido do Alemão, me colocou para trabalhar, de novo.



Escrito por Marcão Pacheco às 14h32
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